Quinta da Saudade

Foi numa noite de Outono, que nos pusemos a caminho,
por entre as estrelas,
seguindo a caminho do Minho..

Chegados a Darque,
estafados,
logo fomos presenteados,
com um malga de tinto.

Perante um pedaço,
de história com 101 anos,
cada passo,
era um trespasso..
A história,
não dava escapatória,
os quadros gelados,
lembram a vida de outros tempos.

Vindimar,
entre conversas,
aranhas e formigas,
e a meio parar,
para merendar.

Mais vindimar,
para depois regalar.

Almoço, feijoada à transmontana,
sim porque vindimar,
dá fome,
fome de comida,
e fome de vinho.

Hora de pisar,
acompanhados,
por uma guitarra,
e canções tradicionais,
o engaço enrolado,
nos dedos,
e as pernas tintas.

E chega a hora da despedida,
entre beijos,
abraços,
o pinheiro gigante,
desaparece ao fim de umas curvas..

Obrigado à família Borges pelo magnífico fim de semana.

Fotografia do cata vento da autoria de Carlos Silva

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